EM BUSCA DA FELICIDADE

Ultimamente temos mergulhado nos estudos das questões neurais para entender o comportamento de líderes, ou melhor, como um líder deve comportar-se para exercer a liderança de maneira a construir equipes. E esses estudos têm nos levado a outros estudos, outros questionamentos, outros olhares. Afinal, estudar comportamento de líderes é estudar gente, é estudar relacionamentos. E como nossos estudos estão ligados as questões neurais, muitos olhares, questionamentos, pontos de vista, estudos se expandem.

Quando falamos em questões neurais nos referimos a entender, por meio de estudos de neurocientistas (porquê não somos médicos), o quanto o resultado dessas pesquisas podem ser interligadas aos relacionamentos organizacionais, entendendo o complexo e dinâmico funcionamento do cérebro humano e suas relações e reações com o mundo exterior. 

E como dissemos, esses estudos tem nos levado a ampliar o nosso olhar sobre as pessoas e seus comportamentos. Por exemplo, a busca da felicidade. O ser humano busca, de alguma maneira, ser feliz. Para o bem, ou para o mal, o que cada um quer é ser feliz. Inclusive o tema Felicidade virou disciplina na renomada Universidade de Harvard, onde buscasse conhecer, e entender, o lado positivo da vida. 

E muitas vezes essa busca e tão medíocre que só encontra mais sentimentos de infelicidade. As inquietudes na busca da felicidade tem, de fato, levado muitas pessoas ao próprio desiquilíbrio de suas emoções, e por consequência, mais infelicidade. 

Felicidade é um estado de espírito. É uma reação neural, porque é um sentimento. Processada na mente, no cérebro das emoções, a felicidade é encontrada quando conseguimos ter paz. Mas "Sem conhecer a si mesmo, não existe paz" (Krishnamurti).

São Francisco de Assis - e para quem já leu a história dele vai compreender - mudou sua vida, de jovem rico, de luxo e consumismo e passou a se dedicar aos pobres, não por vocação, mas porque, tanto antes, quando vivia no mundo da nobreza e riqueza, quanto depois, ao abandonar tudo, foi a busca da felicidade. Na sua trajetória anterior, de estilo de vida, após a euforia do momento de seu consumo, seja por prazeres, viagens ou consumo, só restava frustração, vazio e mais tristeza. Quando ele se encontrou, mesmo absorvendo as mazelas do mundo externo, pobreza, as dores, doenças, ele era feliz, muito feliz. Porque seu coração encontrou paz. 

E porque trouxemos essa história de São Francisco?

Para, analogicamente entendermos que a busca da felicidade é inútil se não há o autoconhecimento, que poderá lhe trazer paz interior.

Felicidade é um estado que se alcança quando a pessoa conhece a si mesma, e entende, em tudo, que há um lado positivo, mesmo diante dos problemas. Não significa que não haverá tristeza, não haverá dor. Mas sim, que diante de tudo isso, das mazelas da vida, a exemplo de São Francisco de Assis, haja capacidade de entender que há, sim, um lado bom. E que você pode ficar do lado de dentro.