Neuroliderança

03/09/2018

Um tema amplamente discutido nas empresas é a gestão de pessoas. As pessoas são, em essência, emocionais, e o local de trabalho é um encontro de várias emoções. Gerir essas diferenças pessoais buscando atingir objetivos comuns sempre representou intensos desafios para os líderes.

Nesse encontro de diferenças pessoais, de objetivos individuais e na sua conexão com objetivos comuns é a que neurociência tem contribuído com importantes estudos para a liderança, em estudos denominados de neuroliderança.

O desenvolvimento e aperfeiçoamento de equipamentos que conseguem captar imagens do cérebro e nas suas reações a estímulos externos através do estudo da neurociência, tem permitido que cientistas pesquisem o cérebro e contribuam com informações e conhecimentos científicos sobre as relações interpessoais, o comportamento humano e possibilite o entendimento de como o processo de liderança influencia no comportamento das pessoas no seu local de trabalho, na sua produtividade e nos seus resultados.

E olha como isso é interessante... o nosso cérebro primeiramente capta quaisquer sinais (e bloqueia) o que pra nossa percepção é uma ameaça. Se o líder não souber romper a primeira barreira, que é o que representa a ameaça, não conseguirá conquistar a confiança de seus liderados. E isso representa menos engajamento, menos produtividade, menos prazer no trabalho e nas relações sociais.

A prática e estudos da neuroliderança priorizam o autoconhecimento e o desenvolvimento de uma percepção mais acentuada para que o líder possa analisar e lidar com comportamentos e reações das pessoas com as quais se relaciona e lidera.

Pesquisas sobre neuroliderança são ainda insipientes, e por isso, o aprofundamento no conhecimento da liderança e suas práticas e das relações com a neurociência são basais

Líderes de sucesso são aqueles que conseguem se colocar no lugar do seu liderado, ser empático. Diminuir as sensações de ameaças e de falta de reconhecimento fazem parte das habilidades do líder que usa a ciência para envolver as pessoas em objetivos comuns.